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AcquaBrasilis

Engenharia repensando o consumo de água


Em palestra no SindusCon-PR, engenheira Sibylle Muller, diretora da AcquaBrasilis, apresentou métodos para reduzir o consumo de água em edificações

A engenheira Sibylle Muller, diretora da AcquaBrasilis, falou na noite de ontem (21), a cerca de 120 empresários da construção civil vinculados ao SindusCon-PR , que lotaram o auditório da Casa Cor Paraná. O tema foram as soluções de engenharia para a redução de consumo de água em edificações. A apresentação se seguiu por debate apresentado por José Eugenio Souza de Bueno Gizzi, presidente do sindicato, e que contou com a participação de Mounir Chaowiche, presidente da Sanepar, e de Alfredo Trindade, superintendente de Obras e Serviços da Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba.

“Água tratada é um bem cada dia mais escasso e caro. Aproveitá-la de forma racional pode significar redução de consumo e de também de custos”, alertou a engenheira ao ressaltar a importância da água para a manutenção da vida no Planeta. Segundo ela, os afazeres urbano-domésticos estão em terceiro lugar no ranking das atividades que mais consomem água, ficando atrás somente da agricultura e da indústria. “Uma engenharia que permita aproveitar a água de maneira inteligente está deixando de ser diferencial para se tornar necessidade”, declarou, enfatizando que o aproveitamento e reúso de água são importantes em empreendimentos que concorrem às certificações ambientais, como LEED e AQUA.

Entre as alternativas apresentadas, está o sistema de tratamento de águas pluviais, que aproveita o volume captado das chuvas para atividades que não necessitam de água potável, descarga de vasos sanitários e lavagens de áreas comuns. “Além de aproveitar essa água absolutamente gratuita, os edifícios têm a vantagem de reduzir os valores cobrados na conta de água. Porém, é preciso tratá-la, fazendo sua filtração e cloração, visto que a água de chuva pode ser um meio de contaminação importante, por trazer resíduos dispersos no ar por onde passa, bem como, poder carregar consigo elementos contaminados oriundos, por exemplo, de animais mortos em telhados”, explicou, relatando, entre outras instalações feitas pela AcquaBrasilis, a do Shopping JK, localizado em São Paulo.

Sibylle Muller destacou o aproveitamento que se pode fazer nas construções do volume contido no lençol freático. “As chamadas águas de drenagem são oriundas da camada mais superficial do subsolo, podendo conter alto teor de ferro e manganês. Essa água aparece nas escavações de obras, captada por meio de tubulações de drenagem e de contenções em subsolos. Deve ser submetida a tratamento de filtração e desinfecção para usos não potáveis”, disse a engenheira. No edifício The Office, em São Caetano do Sul (SP), o sistema de aproveitamento de águas pluviais se somou ao de captação de águas de lençol freático, resultando em uma economia diária de R$ 1,15 mil. “O payback foi de 45 dias”, contou.

Carro-chefe da empresa, as estações de tratamento de esgoto (ETE) e de águas cinzas utilizam o AcquaCiclus, tecnologia da empresa baseada em princípios naturais de degradação da matéria orgânica, dispensando o uso de produtos químicos. “São estações compactas de tratamento de efluentes com baixo consumo de energia”, disse a engenheira. A solução está presente no Boulevard Londrina Shopping, no Paraná, e é responsável pelo tratamento de 120 m³/dia de efluentes, a ser operada pela AcquaFix Ambiental, braço operacional da AcquaBrasilis. No empreendimento, foi instalado também sistema de aproveitamento de águas pluviais. Outro grande empreendimento comercial, o Catarina Fashion Outlet, em São Paulo, recebeu uma ETE dimensionada para tratar 400 m³/dia de esgoto. “Por se tratar de região de APP – de Preservação Permanente, foi preciso chegar ao tratamento terciário, removendo o excesso de fósforo e nitrogênio”, contou.